
Aqui estou eu completamente perdido
Nesta floresta sombria
Onde fui esquecido
Aqui estou eu nesta correria
Para sair desta floresta
Grito aos pássaros e á natureza
Digam que eu estou aqui
Não sou da realeza
Mas também não sou daqui
Há uns meses tudo floria
Mas semeei a noite
E ofusquei o dia
Gritei, implorei
Mas não percebia
Que aquele era o último dia
E algo no ar me dizia
Que tinha que mudar
Tudo que fazia
Eu tentei,
Mas não conseguia
Acho que errei
Mas não percebia
A floresta estava cheia
Mas onde eu passava
Ficava vazia
Que floresta é esta
Onde vim parar
Que fez a natureza
Para que eu cá viesse dar.
Pequenas coisas
Me podem acusar
O meu sangue pode brilhar
Mas é ele que irei dar
Para que possa sair
Suor e sangue largarei
Para que possa encontrar o caminho
E por lá irei
Esta floresta sombria
Tão depressa não esquecerei
Agora uma vez firme e idosa
Me diz com atenção
Que eu estou no mundo que criei
E lá viverei sem compaixão.
Fui cavaleiro das trevas
E destornei o coração
Agora esta floresta será
A minha perdição.
Lá serei lançado
Até achar a chave que abre o coração.
Essa voz terminou
Com uma brusca terminação
Ela desaparece nas nuvens
E faz-me desaparecer o meu chão.
O mundo abriu-se
E a floresta desapareceu
Agora estou a cair no Armagedão.
Não consigo entender que floresta era aquela
Nem porque não tenho chão
Continuo em queda livre
Gritando com a ira
Que me escurece o coração
Sou o grito da raiva
Sou o anti-amor
Sou o ódio do coração
A vida fez-me perder
Toda a paixão
Escureci o meu mundo
E daqui não sairei
A menos que encontre o meu chão.
Fecho os olhos
E por momentos volto acreditar
No coração
E no que ele ainda pode dar
Volto abrir
Após uma forte luz solar
Me despertar
A minha volta a mesma floresta
Mas agora verde
Colorida e com animais
Faz-me acreditar
Que sem sair do mesmo sitio
Consegui mudar
Foi fantástico
Mas só aconteceu
Porque voltei acreditar
Que é possível ser feliz
E eu voltei a lutar.
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